terça-feira, 8 de novembro de 2016

Parabéns ao "General"

..."Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, pró gatinho "General" uma salva de palmas". Clap! Clap! Clap! Pois é. Há precisamente 15 anos que nasceu esta bela prenda felina no roupeiro aqui de casa. Filho da "Nika" e do "Patolas", ambos já falecidos, o "General" destacava-se da ninhada pelo seu pelo azul-cinzento reluzente e variável consoante a luz. A veterinária chegou a pedir-me o gato emprestado  para fazer uma "união de facto" com uma gata de uma amiga. Não deixei.
O meu "General" esteve algumas vezes prestes a ter um fim trágico. Talvez por ciúmes, o avo dele, o "Tomassas", ia constantemente ao "ninho" e abocanhava-o e fugia com ele nos dentes. Em várias ocasiões foi difícil tirá-lo inteiro das garras do "Tomassas". No entanto, o "General" lá cresceu e tornou-se um lutador excepcional, vingou-se das maldades do avo e tornou-se o chefe supremo da gataria cá da casa e todos fugiam de brigar com ele.
Muito meigo com as pessoas, o "General" tem um ódio de morte a cães. Atira-se a eles sem dó nem piedade e já esgatanhou um pitbull, imaginem!, uma boxer e vários "lulus". È inacreditável esta aversão aos pobres dos cães.
Há alguns anos salvou-se por milagre de uma infecção urinária e por cá anda feliz e contente, depois de recuperar da morte do pai, o "Patolas", que o depremiu de um modo preocupante. Esteve dias sem comer e beber e tive de animá-lo com atenções suplementares. Mas ainda procura os sítios do pai. 
O "General" gostava de passear, dá sempre uma volta á noite pelas escadas mas o seu grande vício é andar de...elevador. 
Parabéns, "General"!

sábado, 5 de novembro de 2016

Vão estar 700 polícias no futebol


Mais de 700 polícias estão mobilizados para manterem a ordem em redor do encontro de futebol entre o FC Porto e o SL Benfica, hoje, no Dragão. São quase dois batalhões a quatro companhias para acompanhar e controlar 50 mil adeptos, uns 45 mil afectos aos dragões e talvez 5 mil adeptos das águias. Na Guerra do Ultramar, recordo como exemplo, foram raríssimas as vezes que se efectuaram operações militares com tantos efectivos no terreno.
Mas na "guerra" do Futebol sempre são mais uns trocos que os agentes empocham para garantirem que o caos não se instala na Invicta e, quem sabe, dar uso aos cassetetes. 
Para estes eventos, feliz ou infelizmente, nunca faltam agentes, apesar de os 10 ou 12 sindicatos policiais choramingarem amiúde junto dos governos a existencia de uma gritante falta de efectivos e de meios. Não parece, pelo menos quando está em jogo a bola ou a bola em jogo.
Entretanto, na caça ao "Piloto", o presumível assassino de um gnr e de um civil, em Aguiar da Beira, actuaram no terreno, nos primeiros dias após os crimes, menos de metade de agentes das forças policiais do que as que hoje se encontram disponíveis para colaborarem num simples evento futebolístico. 
Por uma questão de curiosidade gostaria de saber quantos elementos das forças da ordem estarão hoje empenhadas no rasto do "Piloto". 
Eu calculo...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Há muros e muros no México

Há um coro de indignação por esse mundo fora, especialmente entre os fiéis de Hillary Clinton, contra a promessa eleitoral de Donald Trump de construir um muro fronteiriço entre o México e os Estados Unidos para, segundo o candidato a presidente, impedir a entrada de criminosos e violadores hispanicos, ou latinos, ou mexicanos, como quiserem defini-los, no país. 
Acontece que no "vale tudo" das eleições americanas existem mentiras, meias-mentiras, meias-verdades e poucas verdades.
Já existe um muro de centenas de quilómetros nos 3 mil quilómetros de fronteira entre os Estados Unidos e o México. O facto é que o muro não tem sido reparado após os estragos infligidos pelos migrantes ilegais, o patrulhamento pelas autoridades tem sido descurado de tal modo que muito do controlo fronteiriço é efectuado por milícias populares armadas.
Os indignados contra o "muro de Trump", no entanto, não emitem um murmúrio contra o muro que fecha a fronteira entre o México e a Guatemala, justificando-se as autoridades mexicanas com os mesmos argumentos usados pelo polémico milionário americano.
A diferença é que ninguém liga ás eleições no México. Nem os mexicanos. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Os partidos que se governem sozinhos


Há por aí muitas vozes públicas que berram alto e bom som que os partidos políticos devem ser suportados pelo estado através dos orçamentos do dito. Discordo completamente. As organizações partidárias são o maior obstáculo ao desenvolvimento de Portugal desde que o golpe de estado de 25 de Abril mudou a face da nossa sociedade. 
Os lobos ávidos de poder e mordomias organizaram-se em alcateias prontas a abocanhar os recursos produzidos pela Economia e aprontaram-se a debitar leis que legalizassem o descarado assalto ao estado. E conquistaram-no. 
Consumado o crime de controlar a seu bel-prazer os dinheiros públicos com invias iniciativas parlamentares, foi imprescindível garantir a consolidação do novo regime com sucessivas vitórias eleitorais. Mas para ganhar é preciso prometer amanhãs que cantam e fingir de forma convincente que irão cumprir os praticamente clandestinos programas eleitorais.
Sem contar com a paixão e o religioso pagamento de quotas dos adeptos dos clubes de futebol que suportasse as máquinas partidárias, houve que procurar outros adeptos "fiéis" na hora de introduzir o papelinho na urna. E nada melhor que conquistar essa fidelidade através do divisionismo da populaça. Assim nasceu uma nova versão do "funcionário público", figura que fora fundamental para manter o regime autocrático de Salazar e Caetano. 
"Crescei e multiplicai-vos" ordenaram os chefes democratas-cristãos, sociais-democratas, socialistas e comunistas. Num ápice, eles reproduziram-se de 50 mil para 500.000 e daí para números tão estratosféricos que nunca se chegou a saber ao certo a quantidade exacta desta nova classe social, e inconstitucional, no auge do então denominado "monstro". 
O Estado Portugues esfumou-se nesta sanha do "ora agora ganho eu, ora agora ganhas tu" e a governação partidária recebeu um novo estímulo com os rios de dinheiro vindos das Europa. O delírio do dinheiro fácil foi geral Os agricultores trocaram os seus velhos tractores Ferguson por modernos e sofisticados jipes Toyota Rav 4, os pescadores afundaram as traineiras das fainas e tornaram-se empresários de construção civil bem montados em reluzentes Mercedes Classe C. Rebentaram pelo país, como cogumelos em terra húmida, bares de putas "importadas" do Brasil, discotecas, bares e vivendas com piscina e courts de ténis. 
Os partidos incentivavam este novo-riquismo com dinheiro dos fundos europeus, fechando os olhos á decadencia de fábricas e indústrias, dedicando as suas energias ás auto-estradas e rotundas que todos os lugarejos exigiam e os presidentes de camara e vereadores ofereciam em troca do tal voto.
Hoje, quando se discute a peixeirada do Orçamento de 2017 na Assembleia da República o cenário é de um país arruinado depois do fórróbódó dos anos das vacas gordas, prenhe de licenciados armados em doutores cujo futuro passa por uma carreira encostada á teta do estado ou simplesmente deprimem-se como empregados de mesa ou arrumadoras de quartos na floresta de hotéis que as guerras no Médio Oriente e no Norte de Africa empurraram para Portugal.
Não, de modo algum estou disposto que os meus impostos financiem partidos salteadores do estado, Jotas XPTO que não passam de universidades de impostores e edifícios grátis que abrigam toda esta choldra. Eles que se financiem, trabalhem, vendam rifas, arrumem carros, o que quiserem mas sem donativos das finanças públicas.



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os passeios de Marcelo

O país está em crise mas o Presidente da República ainda não parece ter dado por isso. As suas viagens de estado fora de portas são no mínimo incompreensíveis e em alguns casos uns passeios de interesse pessoal ou sentimental. Segundo creio, tudo começou com uma visita a Espanha. Errado. O país aqui do lado é o nosso inimigo secular e nestas mixórdias da  diplomacia deveria situar-se sempre em último lugar.
Logo de seguida voou para Moçambique, onde o pai foi governador-geral no tempo da Guerra do Ultramar. Matou saudades da adolescencia e de uns amigos. Mas o que nós, reles plebe, temos a ver com isso? Em Moçambique a guerra nem sequer terminou e os indigenas da Frelimo e da Renamo continuam a matar-se uns aos outros numa terra de democracia sísmica.
Festejou ainda parte de um 10 de Junho em França, assistiu a dois ou tres jogos da Selecção Nacional de Futebol, mais uns afectos, mais tarde, no Brasil, onde, de novo se fez convidado de familiares e amigos e deu uma espreitadela aos Jogos Olímpicos. Isto sem falar numa peregrinação ao Vaticano.
Nesta lufa-lufa para cá e para lá, lembrou-se de um ídolo de infancia, o Fidel Castro, e quiçá de ouvir o Tango dos Barbudos, em Cuba.
O que tem ganho Portugal com este rodopio de Marcelo Rebelo de Sousa? Nada. Só gasta inutilmente dinheiro que gentilmente a Europa nos vai emprestando. 
Não me admiro que, mais tarde ou mais cedo, decida ir ver "in loco" os All Blacks á Nova Zelandia ou os Rolling Stones á India só porque sim, eram ídolos de juventude.
Mais valia que fizesse como o czar russo Pedro, o Grande, que trabalhou na Holanda para aprendes novas tecnologias que desenvolvessem posteriormente a Rússia. E conseguiu. 

sábado, 29 de outubro de 2016

TRUMP, o "cowboy" solitário


Se morasse nos Estados Unidos e estivesse em altura de eleições faria o mesmo que faço em Portugal: abstenho-me. Viro as costas aos políticos porque não confio neles. São aldrabões, trafulhas e maquiavélicos. Eles não conseguem entender, e muito menos praticar, que são eleitos para servir a comunidade e não para se servirem dela e muito menos de manusearem os dinheiros públicos como se fossem os seus mealheiros privados.
Ao invés, ainda aprecio filmes de "cowboys". Admiro o "cowboy" solitário que chega á cidade dominada por um tirano e seus lacaios e parte para a luta, esmurra os gajos, escavaca o "saloon", vai para a cama com a mulher mais bonita lá do sítio e, por fim, abandona a cidade, sozinho, montado no seu fiel cavalo em direcção ao por-do-sol. Assim tipo o "Shane", do filme com o mesmo nome.
O Donald Trump faz-me lembrar essas figuras míticas do Oeste. È um solitário na corrida á Casa Branca, os amigos desapareceram das suas imediações, é radicalmente anti-sistema, fala o que pensa sem sofismas, desbocado, fora do controlo partidário republicano e de todos os outros. Não chegou a cavalo mas de imponente jacto particular com o seu nome estampado, a fazer inveja ao presidencial Air Force One.
A sociedade em geral e os círculos políticos em particular detestam gente com estas características "sui generis". Etiquetam-nos de ridículos, boçais, ignorantes, broncos, intratáveis e rústicos. Mas não serão eles sinceros ao expremirem o que outros omitem por receio de serem afastados para as franjas civilizacionais?
A artilharia pesada do politicamente correcto mundial tem fustigado sem cessar Donald Trump. Solitário, como o "cowboy" ele riposta e dispara sobre tudo e todos o que alvejam. Mas vejamos o que ele pretende:
-- Baixar os impostos! (Quem não quer?)
-- Restabelecer o poderio industrial dos Estados Unidos. (Detroit e outras cidades estão falidas)
-- Acabar com a imigração ilegal. (Entram diariamente nos EUA milhares de criminosos)
-- Arrasar o Estado Islãmico. (Seria um favor que prestaria á Humanidade)
A questão é que Donald Trump aborda todas estas questões com a delicadeza de um elefante numa loja de loiça e a retórica de um cliente de café.  
Mas, como frisei no início, apesar de gostar de "cowboys" não levantaria o rabo do sofá para ir votar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Salários da CGD são um insulto

Discutem-se ardorosamente no Parlamento uns míseros centimos e euros de aumento de pensões, pretende-se vasculhar as contas de uma fatia de reformados para se verificar se o saldo bancário justifica a mordomia de 100 ou 200 euros pagos mensalmente pelo Estado e ao mesmo tempo, identicos protagonistas com funções  governativas engendram leis "ad hoc" para os administradores da pública Caixa Geral dos Depósitos poderem empochar a cada 30 dias nada menos que 30 mil euros e ainda prémios monetários no final do ano.
Pior: o futuro capataz do "banco do povo", cujo nome não publicito por uma questão de higiene, acumula com o soldo uma reforma de 16 mil euros mensais. Mas a vergonha não se fica por aqui: o "homem" está blindado para não se saber quais os seus rendimentos acumulados de contas bancárias e acções, quiçá até do próprio banco de que provém.
Este cenário pornográfico é um escarro estampado na Constituição e um desprezo miserável pela situação do país, da maioria dos portugueses e das artimanhas político-partidárias. 
Como diria o meu camarada Salgueiro Maia antes do golpe de Estado do 25 de Abril, "...e há o estado a que isto chegou."
Decididamente não foi para gramar com esta choldra que saí naquele dia!