segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não há rival para o CR7

Acabou de ser consagrado novamente o "pai do mundo da bola" desta vez  na Gala The Best FIFA 2016, prémio que conhece a sua primeira edição. Cristiano Ronaldo conquistou 34,54% dos votos, segundo segundo revelou a FIFA, para premiar o jogador porttugues pela sua contribuição activa e categorizada nos títulos de campeão europeu de clubes pelo Real Madrid e pela Selecção de Portugal. Cristiano Ronaldo  superiorizou-se a Lionel Messi por mais de  8% (26,42%) dos votos e ao frances de ascendencia portuguesa, Antoine Griezmann  com 7,53%.
O jogador argentino, aziado por saber de antemão do resultado, não compareceu na cerimónia, a qual contou, no entanto, com a nova namorada (oficial) do craque nacional, Georgina, a qual, desculpa lá campeão, não chega aos lábios da russa, Irina, com quem andou durante uns anos.

De qualquer modo não há pai para o CR7.



sábado, 7 de janeiro de 2017

O "padrasto da democracia"


Morreu Mário Soares. Lamento como pessoa o seu passamento. Como político foi uma figura controversa, ambicioso sem limites, autoritário, egocentrico, um péssimo primeiro-ministro, um Presidente da República só para os amigos. Tudo por ele próprio, alguma coisa pelo partido, nada por Portugal. E ainda uma descolonização lamentável que transtornou a vida de centenas de milhar de portugueses entregues á sua sorte e dezenas ou centenas deles massacrados antes de poderem fugir das colónias, notícias essas escondidas do grande público por gente canalha. 
Mais do que um Portugal de progresso e com um rumo de modernização, Mário Soares tratou de eleger-se a si próprio como um rei  dono e senhor do Partido Socialista. Malas com milhares de dólares em notas desaguavam no Largo do Rato e ajudavam na elaboração das fundações onde se alicerçava a sua Fundação. Macau era um maná. Stanley Ho um financiador, a Polícia Judiciária uma organização manobrada por interesses que não teve coragem de investigar além de Carlos Melancia.
"La democracie c' est moi" assentar-lhe-ia como uma pérola no seu brasão de monarca absoluto republicano. No 25 de Novembro fugiu para o Norte e foi acolhido por algumas das personagens mais sombrias que operavam nessa altura em Portugal. Padres, cónegos, bombistas de redes terroristas, militares de estirpe pinocheteana pretendiam avançar sobre a putativa Comuna de Lisboa com Mário Soares á cabeça. Ramalho Eanes, Jaime Neves e os Comandos estragaram-lhe essa glória. Os ingleses ainda foram na conversa do "socialista" e mandaram armas e um navio com combustível para Matosinhos. Os militares verdadeiramente democratas tinham, no entanto, vencido a batalha final com o PREC. A tropa marchou sempre á frente de Soares pela democracia. No 25/4 e no 25/11.
Os medíocres e os submissos selam  o cognome de "Pai da Democracia" a Mário Soares.  Pai foi, isso sim, do João e da Isabel, a quem endereço os meus sentimentos. Ademais, quanto muito, terá sido um "padrasto da democracia". E com muita violencia doméstica á mistura...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O ilusionista Marcelo do Costa


Anda por aí á solta um ilusionista notável, Marcelo do Costa, que umas vezes nos aparece alto, esguio e claro e em outras ocasiões baixo, roliço e escuro. Assim á primeira vista nem se deveriam confundir, mas, ás tantas já nos baralham e não os sabemos distinguir, a não ser pela linguagem, já que um usa um portugues escorreito e o outro tropeça facilmente na língua. Em ambos os casos ambas as personagens do "2 em 1" como que hipnotizam a malta e induzem ilusões que alteram os comportamentos e distorcem as realidades ao ponto de modificarem o modo de vida dos crentes ou afectados por esta nova liturgia messiãnica. 
Por obra e graça dessa(s) figura(s) que nos invade(m) o remanso do lar através da pantalha, diariamente e de manhã á noitinha, o rectãngulo do Minho ao Algarve e das Selvagens á Ilha do Corvo encara a vida sob uma nova perspectiva, muito mais colorida e eufórica, como a geração do LSD dos anos 60.
Hoje em dia, um indivíduo que tenha um Fiat Punto olha para ele e convence-se que é dono de um Mercedes Classe C; se mora num T1 acanhado numa rua da  Brandoa  com os contentores do lixo a federem por falta de despejo sente-se, agora, num luxuoso e bem decorado T3 no Parque das Nações, mesmo junto ao rio Tejo, aspirando a perfumada maresia ofertada pela brisa do sul; se estiver empregado como recepcionista de uma pensão manhosa no Intendente ve-se como director do Hotel Ritz e em vez de tilintarem uns míseros centimos no bolso do casaco coçado da Feira de Carcavelos olha para os maços de notas de 200 euros e os cartões dourados do fato Armani que lhe assenta como uma luva; até a mulher, que até Outubro de 2015, tratava como "vaca gorda", para gáudio dos vizinhos que ouviam os intermináveis ralhos, se metamorfoseou numa apetitosa e sensual "Cristina Ferreira".
Não há memória de um milagre assim na vida nacional desde que a rainha Isabel explicou ao seu excelso esposo que "são apenas rosas, senhor". Mas que ele, o milagre, anda a dar a volta á cabeça das pessoas lá isso é uma realidade presente no dia a dia de dez milhões de iludidos.  Só que estes "números" costumam finar-se  apenas com um estalar de dedos e o Mercedes Classe C volta a ser um Fiat Punto, o Parque das Nações a Brandoa, o Ritz a pensão do Intendente e a "Cristina Ferreira" a "vaca gorda".
E então há que pedir ao Marcelo do Costa, ao Marcelo e ao Costa a restituição do dinheiro pelo fracasso do espectáculo. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Democracia não tem Pai


Confesso que nunca simpatizei com Mário Soares, assim como nunca nenhum político me seduziu. Sou alérgico a essa sub-espécie de gente que vegeta á custa dos impostos da população e se apodera do Estado como se fosse a sua coutada privada. Dito isto, lamento, no entanto, o estado de saúde de Mário Soares e o sofrimento dele próprio e dos seus familiares ao longo destes dias de internamento hospitalar em estado crítico. 
Pode ser que me engane, mas nestas horas de expectativa prevejo que se esteja a preparar um endeusamento daqueles a quem já muitos, mais ou menos de forma oportunista, o elegeram como o Pai da Democracia em Portugal. O que não é verdade.
Se hoje existe um regime democrático no nosso País isso deve-se a um punhado de militares que tiveram a coragem de colocar em risco as suas carreiras e a própria vida para derrubarem pela força das armas o Estado Novo. E foi por um triz que, por várias vezes, esteve para acontecer uma sangrenta guerra civil. Como estava no Exército nessa altura sei bem do que estou a falar.
Cruzei-me pessoalmente com Mário Soares numa única ocasião. Foi no Palácio de S. Bento, era ele primeiro-ministro e eu fui, muito contrariado,   a representar a empresa onde trabalhava. Foi uma seca. Confirmei a ideia que tinha dele: egocentrico, arrogante e politicamente  social-fundamentalista. Não me admira, portanto,  que tenha feito algumas amizades, muitas inimizades e que alguns dos seus amigos o deixassem de ser por falta de paciencia para aguentar os seus dogmas. E alguns dos que agora o adulam também o traíram. Mesmo sendo socialistas...
Não admirando a criatura mas lamentando o seu estado de saúde, repugna-me o aproveitamento político-histórico que se prepara para cobrir o País de hipocrisia e inverdades. Pode ser que me engane, mas não acredito.                                                      

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um terrorista não tem direitos


Os terroristas não são combatentes de exércitos regulares protegidos pela Convenção de Genebra nem tão pouco criminosos de delito comum abrigados pelas leis ou constituição dos estados de direito. Um terrorista é um ser indefinido que mata por matar, destrói por destruir, em nome de uma fé  ou de uma ideologia que não se enquadram nos parãmetros da civilização ocidental, nem, o que ainda é mais preocupante, de outro modelo de vivencia normal qualquer. São assassinos e basta.
A Europa só logrou atingir um grau de bem-estar louvável protegido por um complexo sistema de direitos humanos e laborais após duas guerras mundiais e 100 milhões de mortos. E esta matança não aconteceu há  uma eternidade, foi no recente século XX. Contribuiu para esse extraordinário avanço civilizacional uma corrente social-democrata e também democrata-cristã assente no progresso e na valorização do Homem. 
 Já nessa altura, porém, franjas fundamentalistas da sociedade europeia optaram pela via do sangue, como as Brigadas Vermelhas ou o  Baader-Meinhof, para combaterem o "status quo" vigente. A pouco e pouco, a Europa foi cedendo a reivindicações fracturantes de grupelhos insignificantes para arrecadar votos dos marginais do regime. E aquilo que se tomava por conquistas fundamentais não demorou, isso sim, a emitir preocupantes sinais de decadencia. Tal como aconteceu séculos antes com o outrora poderoso Império Romano. 
Actualmente, aproveitando todos os sinais de fraqueza de uma União Europeia esfrangalhada por interesses individuais divergentes e de uns Estados Unidos vacilantes sob o comando de um presidente inócuo como Obama,  os terroristas agem em força e com uma imprevisão terrível na Alemanha, Turquia e Suíça, como antes haviam operado em Inglaterra, Espanha, Bélgica, França e Holanda, ao abrigo de uma multiculturalidade descuidada e uma porta aberta como um prostíbulo. O politicamente correcto está a custar a uma Europa que renegou a sua matriz cristã rios de sangue, corpos despedaçados e a interiorização psicológica do terror.
Existe, é certo, uma guerra trágica na Síria e a operacionalidade de um implacável Estado Islamico que o Ocidente, á excepção da Rússia, cobardemente se tem abstido de combater e esmagar, como já deveria ter acontecido não fora as complexas   e intrincáveis alianças em conflito no terreno. Mas essa gente tem de ser banida da face da Terra.
Como escrevi no início, e reafirmo, um terrorista não tem direitos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Portugal embalado em afectos


Portugal encontra-se adormecido com tanto afecto e exposto com tantas selfies. Se os portugueses fossem gatos ronronavam, se fossem cães abanavam a cauda. Se estivessem num baile com música slow o "mel" escorreria abundantemente. Alguém escreveu um dia um livro titulado "Portugal Amordaçado", agora poder-se-ia produzir um segundo volume: "Portugal Ensonado". 
Nunca acreditei na democracia em Portugal pela simples razão de que ela nunca (ou ainda) se entranhou no nosso país. Estranho. Já lá vão 42 anos desde o 25 de Abril e ainda vegetamos numa letargia imposta por uns quantos partidos políticos que se apoderaram do Estado e da Administração Pública e de uma guarda pretoriana de sindicalistas prontos a encherem as ruas logo que os arménios e os nogueiras assim o ordenem. 
Neste lamaçal pestilento de corrupção á beira -mar acumulado pelas máfias das cãmaras, do futebol, da construção civil, da banca, da saúde, do sangue, da educação, dos livros, das estradas, das obras públicas, das comunicações, da segurança, da criminalidade e sei lá que mais, tudo isto é encenado, consentido e esquecido em afectuosos abraços de urso para portugues sentir e deixar-se embalar para não despertar e dar conta dos pesadelos que assombram um país a deslizar para o inferno de uma dívida pública monstruosa e que, mais tarde ou mais cedo, nos conduzirá a uma pobreza geral extrema com uma economia a definhar até ao inexistente
No entretanto, vai mais uma selfie...        

domingo, 4 de dezembro de 2016

Mais abortos na Educação?


Assuntos como o prazer e a sexualidade poderão vir a ser abordados no pré-escolar e as crianças do 5.º ano de escolaridade poderão vir a falar de aborto. É o que preconiza o Referencial de Educação para a Saúde, resultante de uma parceria entre as direcções-gerais de Educação (DGE) e Saúde, noticia o "Jornal de Notícias, na sua edição de hoje.
Que a Educação em Portugal é um aborto para mim é factual, assim como os programas são um aborto, a maioria das directrizes emanadas do ministério são um aborto, a maior parte dos manuais escolares são um aborto, os sucessivos governos nesta matéria tem sido um aborto, o facilitismo é um aborto, a indisciplina é um aborto, o aproveitamento é um aborto e a subordinação política ao sindicalismo nesta área é o aborto supremo.
Quarenta e dois anos após o 25 de Abril, o País ainda não decidiu o que pretende de um pilar fundamental do Estado como é a Educação. Vai-se fazendo o que a CGTP  e seus derivados autorizam e nada mais.
Segundo a notícia, será possível a curto prazo os meninos e as meninas de 3,4,5 anos aprenderem o que fazer com as "pilinhas" e as "rachinhas" além do xi-xi. E quem dará essas "lições" de "prazer e sexualidade" aos petizes? E como? Qual o objectivo? 
Então os pais, a família qual o seu papel? Deixarem os putos jogarem Playstation na solidão dos quartos?
Eu, como pai, nunca deixaria que uma matéria tão natural como íntima e fundamental na formação do indivíduo fosse leccionada por estranhos. E quais as "aptidões" exigidas a esses "professores" para instruírem essa "disciplina"? 
Anos depois, no 5º ano, a temática sexual ascenderá ao nível do aborto. A miudagem com 10-11 anos será devidamente informada das sucessivas etapas até ao aborto e ser-lhes-ão facultadas imagens dos fetos despedaçados que pouco tempo antes eram uma forma de vida? 
E mais uma vez questiono o aborto desta ideia de curricular o aborto. Serão os professores a abordar o aborto com os alunos? Serão técnicos de saúde a ministrar a sinistra matéria aos pré-adolescentes? E volto ao papel dos pais e da família. Não tem voto vinculativo nesta área?
Muito francamente não confio rigorosamente nada que o Estado ou a Escola se intrometam neste assunto tão pessoal. Quanto muito deixaria para as consultas de Pediatria uns minutos para os médicos explicarem aos petizes a evolução da sexualidade ao longo dos anos que os seguem nos consultórios mas nunca a professores "curiosos" de duvidosa capacidade "técnica" e moral para assumirem esta "disciplina". Nem pensar.