sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A política "reles e ordinária" de Costa


Numa das últimas sessões parlamentares, Passos Coelho acusou António Costa de praticar uma política "reles e ordinária". Na mouche. Nunca ninguém conseguira até esse momento caracterizar tão assertivamente a imagem do actual primeiro-ministro ao serviço da causa pública. O seu trajecto como "funcionário público" a viver á custa dos impostos além de ser de uma pobreza franciscana tem revelado uma arrogãncia e uma jocosidade insuportáveis. 
O que mais impressiona nesta personagem é o acolhimento e a benevolencia que a sua mediocridade merecem na maioria dos órgãos de comunicação social. Trata-se efectivamente de um "case study" para quem pretende chegar tão alto possuindo faculdades tão baixas...
Não existe no trajecto de António Costa nada de positivo ou marcante a assinalar. Mesmo assim, não são poucos os jornalistas ou comentadores que tecem loas, tricotam textos elogiosos e salientam a "habilidade negocial" da criatura. Pudera. Para alguém atingir certos fins sem mostrar qualquer capacidade para lá chegar é preciso "habilidade", realmente...
Tudo no homem causa aversão a quem espera de um político alguém com sentido de estado, carisma projectos concretos para o futuro. Nada disto se coaduna com António Costa. Berra até obrigar os causticados ouvintes a correrem para a caixa das aspirinas, é boçal nos confrontos dialéticos com os adversários, abusa de dichotes rasteiros  e tiradas trogloditas para esmagar argumentos.
Se como ministro da justiça ficou célebre pelo diálogo com Ferro Rodrigues em que este afirmou "estou a cagar-me para o segredo de justiça", como ministro da administração interna negociou um SIRESP que ainda não funciona em pleno apesar do seu valor milionário e enquanto presidente da Camara Municipal de Lisboa deixou a capital num caos, desde os transportes públicos aos buracos no pavimento, das inundações "porque chove" á frente ribeirinha da madeira que apodreceu, da incapacidade de reerguer uma nova Feira Popular á lixeira do Parque Mayer e ainda o mau aspecto daquele descampado na zona nobre da Avenida da República, no lugar da desmembrada feira do povo. Enfim, um descalabro e uma sentença em tribunal que obriga a CML a pagar 200 milhões de euros á Bragaparques. 
Assassinado politicamente o camarada António José Seguro por este ganhar as eleições por "poucochinho", eis que o António Costa consegue a proeza de perder as eleições para Passos Coelho e...demitiu-se?...Não. Andou pelos cantos obscuros da Assembleia da República, "hábil" como sempre, a engendrar um esquisito e complexo acordo de governo social-comunista-marxista-leninista-trotskysta-maoísta com o PCP e o Bloco de Esquerda. 
E aí está a Geringonça a (des)governar em todo o seu esplendor. Nem Jesus Cristo conseguiria o milagre de gastar mais, receber menos e fazer descer défices. O próximo governo decerto descobrirá a marosca. Entretanto, morre-se como moscas nos hospitais, onde se vivem autenticos filmes de terror, com alimentação insuficiente, escassez de medicamentos, falta de produtos de higiene, roupa de cama e uma praga de bactérias assassinas. 
A comunicação social, no entanto, silencia este holocausto hospitalar. A justiça e a segurança são uma nódoa negra. Ilegais fogem das prisões e dos aeroportos. A educação caminha para um socialismo-homossexual com mais aulas sobre abortos e menos tempo de Portugues e Matemática. Os bancos estão com os cofres ás moscas, resistindo a custo apenas pela bolsa dos portugueses. A CGD está "limpa" e alguém deveria demitir-se. Iniciativa privada e investimento estrangeiro é uma miragem. Tornámo-nos num país de empregados de mesa e arrumadores de quartos. E vem aí mais uma asneira da grossa: o aeroporto de Lisboa a meias entre a Portela e o Montijo. Mais os respectivos extras.
Aqui há dias, urrava o primeiro-ministro, protegido por plástico da cabeça aos pés, que "Portugal precisa é de investimentos destes, de tecnologia de ponta". Pensei que estaria a inaugurar uma fábrica de smartphones, de computadores, aeronáutica, cosmonáutica, sei lá. Qual que, era uma oficina de antenas de automóveis. Ora bolas. 
É assim que o "amigo" Costa nos engana. Aos berros. "Política reles e ordinária", como a definiu Passos Coelho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Caixa Geral dos Desesperados


Isto não tem nada que saber. Foi mais ou menos assim. O Costa lembrou-se que era preciso uma nova administração para a Caixa Geral dos Depósitos.  Reuniu-se com o Centeno e arranjou uma trupe que percebia de bancos e outra trupe escolhida sabe-se lá a razão. O Jerónimo concordou, a Catarina aceitou, o Marcelo incentivou mas o Banco Central Europeu mandou retirar da longa lista de "experts" todos aqueles que não percebiam uma patavina de bancos. Lembram-se? Até a Leonor Beleza fazia parte das "gorduras" que queriam impingir a Bruxelas. 
Ficou o Domingues e mais uns tantos com várias condições principescas como ordenados, regalias, direitos adquiridos e nada de publicidade aos bens pessoais de cada um. O Centeno gaguejou perante os contratos milionários mas o Costa sossegou-o. Como velho rato da política e especialista em dar a volta aos textos mais complicados, o Costa mandou-o seguir em frente mas com a condição de ser segredo de estado  o pequeno pormenor de ocultar da cusquice popular os bens pessoais dos novos gestores da CGD. 
Confiante na "palavra dada é palavra honrada" do poucochinho Costa, o Domingues deitou mãos á obra. Lixou-se. Já tinha idade para ter juízo e saber que os políticos são falsos como Judas e como os artigos de luxo provenientes da China...
O Costa, maquiavélico como sempre, conseguiu que o Marcelo desse o seu ámen a uma nova lei que mudasse o estatuto dos manda-chuva da CGD de modo que eles ocultassem os seus bens de curiosidades alheias. Ainda a tinta do diploma não tinha secado e já o Marcelo assinava o documento salvador da nova gerencia do banco do povo. O Centeio rejubilava e mandava a boa nova a Domingues enquanto os outros ministros, tanto nesta história como em outras, são meras figuras decorativas, como os suplentes nunca utilizados de uma equipa de futebol. Isto tudo na escuridão dos bastidores esconços da política.
Em público, a Catarina e o Jerónimo fingiam escandalizar-se com os altíssimos proventos milionários de Domingos & Cª e Centeno, Costa e Marcelo suspiravam de alívio pelo final da longa novela.
Pois, pois...
Assim, do nada, tanto o Marcelo como o Costa começaram a clamar que os rendimentos dos DDT da CGD teriam de ser apresentados no Tribunal Constitucional, ficando apenas no ar a dúvida se o TC permitiria ou não a sua divulgação. Ingénuo como um néscio na arte da política, Centeno começou a esboçar sorrisos amarelos devido a esta mudança súbita de cenário e a coisa piorou, e muito, quando o Marques Mendes propalou aos sete ventos (SIC) a existencia de uma lei poeirenta de 1983 que deitava para o cesto dos papéis  o diploma Costa-Marcelo atrás referido e obrigava Domingues & Cª a enfiaram no Tribunal Constitucional todos os espécimes materiais de que eram proprietários e que podiam ser consultados por qualquer pindérico.
A situação complicou-se e, como é usual nestes enredos, cada um tratou de salvar a respectiva pele. Soltaram-se pelos ares sms's, e-mails, smartphones, tablets, androids, velhos Nokias, facebooks, instagrams, hi5's, app´s, enfim, no maior engarrafamento electrónico da história da política portuguesa. Agora, ninguém é responsável por nada.
A única curiosidade, neste momento, com Centeno a chorar sobre o défice derramado em apenas 2,1%, é saber qual das velhas e sabidonas raposas se vai safar deste imbróglio: Marcelo ou Costa.
Tudo o resto é paisagem...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Caixa Geral das Mentiras


Mário Centeno deu uma conferencia de Imprensa onde ainda se enterrou mais do que já estava no lodaçal da Caixa Geral dos Depósitos. Mas alguém acredita que uma pessoa quando muda de emprego não deixa bem explícito tim-tim por tim-tim todas as condições profissionais inerentes a essa mudança? E quando a "transferencia" envolve valores elevados, direitos e deveres complexos as negociações não serão levadas ao mais ínfimo pormenor? È óbvio que sim, a não ser que estejamos perante um grupo de irresponsáveis que tratam de assuntos de tamanha delicadeza com ligeireza e leviandade, o que, aliás, me parece ser este o caso. 
Mário Centeno não tem condições para continuar no cargo de ministro das finanças, António Costa é o embusteiro que se sabe e quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, ao envolver-se nesta matéria de meias verdades e meias mentiras, comportou-se não como Presidente da República, mas como um dedicado assessor de Imprensa deste governo, algo que faz estremecer perigosamente o equilibrio de poderes institucionais portugueses. 
Segundo o Correio da Manhã, a intervenção atrapalhada de Mário Centeno aconteceu assim:

"Nunca neguei que houvesse acordo, só que ele não envolvia o dever de entrega das mencionadas declarações. Acordo do Governo para alterar o estatuto do gestor público, claro que houve. Acordo para eliminar aquele dever [o de os gestores da Caixa entregarem declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional], não houve." Assim falou Mário Centeno sobre as acusações de ter mentido no Parlamento sobre as garantias dadas à anterior administração da Caixa-Geral de Depósitos. O ministro respondeu à acusação de ter garantido a António Domingues, ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, que nenhum dos administradores seria obrigado a entregar declarações de rendimentos. O ministro nega esta garantia e diz que o processo foi "detalhadamente explicado" por ele prórprio ao Presidente da República. Mário Centeno não se demite - "reiterei ao Sr. Primeiro-ministro que o meu lugar está, naturalmente, à sua disposição desde o dia em que iniciei funções. Este sempre foi o meu entendimento do exercício de funções governativas e continuará a sê-lo. A polémica voltou a lume com a divulgação dos emails trocados entre António Domingues e Centeno, em que o primeiro refere várias vezes a necessidade imperiosa de mudar o estatuto do gestor público, para criara uma exceção aos administração da Caixa e assim garantir que nenhum dos seus membros fosse obrigado a declarar rendimentos. A alteração legislativa foi feita, mas tanto o Tribunal Constitucional como o Presidente da República obrigaram Domingues e a sua equipa a apresentar declarações, o que levou ao seu pedido de demissão".

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/centeno-fala-ao-pais-as-17h30-e-nao-se-demite?ref=HP_Grupo1

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

As touradas na Assembleia da República



De quatro em quatro anos metade dos infelizes portugueses deslocam-se até ás urnas de voto para eleger um...uma... Ora aqui é que se encontra o cerne da questão da confusa e irracional política nacional. Elege um "coiso" ou uma "coisa", como se quiser. Os papelinhos dobrados pelos cidadãos não concedem a figura do primeiro-ministro nem constroem um governo. Nada. 
O método de D´Hondt das eleições legislativas sentam apenas 230 tipos designados por deputados, escolhidos pelos partidos não por mérito, não por qualificações extraordinárias, mas apenas e só pela fidelidade canina que demonstram pelo cacique partidário. E quanto mais calorosa e velozmente  abanar a cauda por submissão ao "alfa" melhor colocado ficará colocado na lista dos putativos candidatos a uma comissão de serviço descansada no Parlamento. Temos, portanto, esta gente sabe-se lá vinda de onde e sabe-se lá com que interesses próprios ou de terceiros a fazer de conta que representa o Povo portugues.
Numa Constituição mal-amanhada e a "caminho do socialismo" no seu prólogo frisa-se que o governo deve prestar contas á Assembleia da República, algo que não pode deixar de provocar uma gargalhada. Quem acompanha estas sessões, constatou-se, ao longo de quarenta anos, como os primeiros-ministros foram mentindo, manipulando, insultando, ocultando, gozando com os tais figurantes pomposamente considerados deputados, tratando-os abaixo de cão. Autenticas touradas á antiga portuguesa...
A probidade não é uma condição sine qua non para se trajarem estes cargos. Repare-se como o actual presidente da Assembleia da República e o actual primeiro-ministro se comportaram no "caso Casa Pia", em que chegou a estar implicado o deputado socialista Paulo Pedroso. Ferro Rodrigues foi apanhado em escutas telefónicas com António Costa a declarar "estou-me cagando para o segredo de justiça". Num país normal com uma classe política credível e civilizada toda esta tralha partidária teria sido atirada para a sucata da História. Mas por cá, onde campeia a mediocridade e má-formação cívica, continuaram as carreiras públicas como se nada se tivesse passado.
O desastre da engenharia política lusitana consuma-se quando, segundo a tal intragável Constituição, o Presidente da República, "tendo em conta o resultado eleitoral", tanto pode convidar para primeiro ministro um habilidoso qualquer que recolhe apoios ás escondidas como outro "zé da esquina" qualquer desde que seja um bronco que depois consiga conduzir a manada ministerial.
É tudo demasiado mau para ser verdade neste regime semi-presidencial+semi-parlamentar. Confuso e dramático para a saúde do país, Especialmente, quando, como agora, o Presidente da República se arvora em primeiro-ministro, que ciranda por aí como um miúdo pela antiga Feira Popular e um "pimeiro" que não passa de um segundo classificado sem qualificação. 
Há anos corria por aí uma anedota que terminava com a expressão "organizem-se". È o que Portugal urge fazer. Organizem-se!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Já falta pouco para se ouvir "Salazar é fixe"


A governação de Donald Trump, como presidente dos Estados Unidos, não se afastou um milímetro do que ele prometeu quando era simplesmente um candidato á Casa Branca. Ao contrário de todos os políticos portugueses e de outros países europeus que depressa metem na gaveta tudo o que afirmaram nas campanhas eleitorais. Cá pela nossa terra faz parte da democracia enganar o povo que ainda se dá ao trabalho de ir colocar votos na urnas. Até se dá o caso de sermos governados por quem foi derrotado eleitoralmente. 
Os americanos escolheram Trump, outros americanos repudiaram Trump, mas esta é a funcionalidade democrática dos estados que vivem sob este regime. Ou deveria ser...
Acontece que para muitos libertários as votações só contam e devem ser respeitadas se vencer o candidato da sua cor partidária. Caso contrário, os apologistas dos vencidos devem revoltar-se, urrar, insultar, manifestar violentamente, incendiar carros e partir montras, como o fizeram os pró-Hillary nos Estados Unidos. 
Na Europa também se organizaram as forças dos "macaquinhos de imitação" em toda a sua retórica filosófica contra quem, pasme-se, quer um país mais produtivo, mais seguro e mais desenvolvido. Ora não será esta a obrigação primária de qualquer líder de qualquer país?
Não. O Velho Continente decadente, preguiçoso, debochado e subsidiado habituou-se  a chular os Estados Unidos com a NATO, o FMI, material de guerra, tecnologia e ainda com a vida de muitos milhares de soldados americanos, que, por duas vezes, no século XX tiveram de por cobro a duas guerras mundiais. E Trump quer acabar com este negócio ruinoso para a América, o que implicará que os europeus passem a trabalhar mais e a falar menos se quiserem continuar a usufruir da sua existencia á conta dos dinheiros dos estados alheios, como é o caso de Portugal e quase todos os outros.
Em Portugal a histeria anti-Trump propaga-se como os fogos de Verão. A indigencia política da maioria dos comentadores roça o ridículo e resvala para areias movediças fatais. Ontem, no "Eixo do Mal", na SIC Notícias, o duo dos "marretas" habitualmente presentes teve esta saída particularmente escabrosa: "Não comparo Trump com Mussolini para não ofender Mussolini". Inacreditável. È este o absurdo dislate de gente que se considera social-democrata e recorre ao irracional para argumentar com o ódio a ferver nas entranhas sobre a situação, legal, nos Estados Unidos.
Não admira. Ainda há um ano, a chanceler Angela Merkel não passava de uma "vaca nazi" e agora é  idolatrada como uma "santa". Lá chagará o dia em que os mesmos "democratas" centro-esquerdista considerarão que "Salazar é fixe". Aguardemos...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Obama trocou gente como gado


O anterior presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, assinaram um acordo que deveria fazer corar de vergonha todos aqueles que actualmente rasgam as vestes pela eleição de Donald Trump. Os dois políticos tomaram uma decisão que deveria fazer o mundo urrar de indignação pela desumanidade como trataram seres humanos ao nível de gado. Ou pior. 
Mas o facto de Obama cair em graça, mostrar-se engraçado, proferir homilias como radical protestante evangelista que é e ainda aliar a tudo isto a novidade de ser preto e ter habitado na Casa Branca confere-lhe uma aura messianica que obviamente não possui, mesmo tendo enganado a maioria dos habitantes da Terra durante oito anos de um mandato que ficará na história apenas e só pela sua cor negra.
Estes dois trastes, o americano e o australiano, propuseram-se a trocar "ilegais" como se estivessem numa feira franca de gado. Assim, enquanto os Estados Unidos receberiam milhares de iranianos que os australianos não querem, nem pintados, no seu território, a Austrália recolheria outros tantos milhares de centro-americanos que a administração Obama desejava longe, bem longe, da terra das oportunidades. 
Sabendo-se, no entanto, como foi colonizada a Austrália e a sua história de imigração não admira que ainda hoje façam "negócios" destes. Adiante...
E foi neste cenário inqualificável que Donald Trump falou ao telefone com o tal Malcolm Turnbull, que além de primeiro-ministro da pátria dos cangurus é ainda suspeito de alcançar o lugar por meios menos claros. O diálogo, segundo consta, foi quente e Trump mandou toda aquela trapalhada á merda. E fez muito bem. Há no mundo muita trampa pior que o Trump, só que se comportam como lobos com pele de ovelha. È a única diferença!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Não há TSU vai com PEC


Esta geringonça criada pela sede de poder de um oportunista embusteiro, António Costa, que engendrou uma espécie de governo do Partido Socialista amparado por duas muletas extremistas de comunistas, marxistas-leninistas, maoístas, trotskystas e outros seguidores de figuras execráveis e sanguinárias da história mundial concentrados, em Portugal, no PCP e no Bloco de Esquerda, que umas vezes votam em sintonia e noutras ocasiões divergem na Assembleia da República do chefe que em tempos afirmou "cagar no segredo de justiça", por sinal em conversa telefónica com o indiano agora primeiro-ministro. 
È a esta gente mesquinha e de coluna vertebral de contorcionistas de circo que dirige os destinos de Portugal, apoiados, acarinhados, apaparicados, abraçados e acariciados por um Presidente da República mais chanceler e intervencionista que o bramane hindu do Largo do Rato. 
O episódio, mais um, desta semana em redor do aumento do ordenado mínimo e da engenharia financeira e orçamental para compensar os patrões atingiu a raia do surrealista e cobriu de lama fétida Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e os membros da concertação social, á excepção da CGTP, que ainda manifestou um pingo de decoro ao não colaborar naquela rábula anedótica do motorista andar de porta em porta a recolher assinaturas. Uma indignidade protocolar que espelha com rigor o nível a que desceu a política nacional. 
Finou-se a TSU sem honra nem glória e logo entrou em cena o PEC para esta triste gente se manter no poder. Até quando o País aguenta estas personagens patéticas? 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Òdio anti-Trump é doentio


A tomada de posse de Donald Trump como 45º presidente dos Estados Unidos foi visto praticamente em todo o mundo. E também em Portugal. As televisões registaram o acontecimento e convidaram uma manada de paineleiros para comentarem a cerimónia. Por uma questão de curiosidade fui ouvindo as barbaridades que os adoradores do Obama vomitaram com todo o ódio das entranhas contaminadas pela geringonça portuguesa, do gorduroso Costa ao afectuoso ossudo Marcelo, rindo com alarvidade sobre tudo e mais alguma coisa da autoria do novo presidente americano.
Como não poderia deixar de ser, o discurso já presidencial de Trump centrou-se sobre os Estados Unidos e o futuro, nomeadamente  na área do emprego, tecnologia, modernização de infraestruturas, segurança nacional e fronteiriça, crime, política internacional e a promessa de que "a América será grande outra vez". O que é normal porque o seu papel será dirigir quem o elegeu e não governar as Ilhas Virgens ou o Burkina Faso.
Não tardaram as reacções descabeladas dos indigentes paineleiros e enquanto uns classificaram as palavras como de puro "nacionalismo", outro, já com idade para ter juízo, um tal Cabral da SIC, foi longe de mais e carimbou de "nazi" o discurso de Donald Trump.
Das duas uma, ou o paineleiro já entrou na senilidade ou bebeu uns copos a mais para aquecer os pés nestes dias gelados. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"Comandos" desobedecem a general?


O jornal Público ( www.publico.pt ) noticia hoje com grande destaque o seguinte texto: "O comandante das Forças Terrestres, general Faria Menezes, ordenou a paragem dos exercícios da instrução da chamada Prova Zero, após a morte de Hugo Abreu. O chefe militar não queria que estes continuassem na manhã de 5 de Setembro, mas a ordem não foi cumprida e a prova continuou. De  acordo com uma fonte ligada à investigação, o comandante das Forças Terrestres dirigiu-se efectivamente ao Campo de Tiro de Alcochete assim que lhe foi transmitida a informação da morte de Hugo Abreu e, no local, decidiu cancelar toda a instrução prevista para o dia seguinte o que, segundo realça numa carta entregue recentemente às autoridades judiciais, resultaria “no encerramento definitivo da Prova Zero”A confirmar-se toda a informação transmitida aos investigadores, os militares responsáveis pela continuação da instrução incorrem no crime de insubordinação por desobediência do Código de Justiça Militar, que prevê uma pena entre um a quatro anos de prisão, nas circunstâncias relatadas, ou seja, “em tempo de paz e em presença de militares reunidos”. Cinco oficiais e dois sargentos estão já indiciados pelo Ministério Público por crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, um crime estritamente militar."
Sabendo, por experiencia própria, como funcionam os meios jornalísticos e militares, algo de muito grave está aqui expresso: ou a notícia é falsa ou a cadeia de comando das Forças Armadas é uma anarquia e um regresso ao período de antes do 25 de Novembro de 1975. 
De uma maneira ou outra o povo portugues deve exigir que a verdade neste caso seja apurada até ao ínfimo pormenor dado o melindre da questão.
Ao jornalista poder-lhe-ão ter sido fornecidos dados incorrectos na sua investigação sobre os acontecimentos dramáticos ocorridos no 127º Curso de comandos ou terá o autor do texto baralhado as notas e construído nessa confusão de dado uma notícia falsa, de teor melindroso para o próprio país e de uma gravidade extrema porque denuncia uma falha inadmissível na hierarquia da tropa.
A serem verídicos os factos descritos na publicação, a instituição militar e o Presidente da República estão forçosamente obrigados a prestar esclarecimentos ao País, uma vez que estará em causa um crime de insubordinação cometido por um coronel, comandante de uma unidade, que se recusou a acatar ar ordens de um superior, um general responsável pelas Forças Terrestres. Um motim, portanto, em linguagem castrense. Existe ainda uma outra possibilidade, tão grave como as anteriores, de um outro oficial general mais graduado ter desautorizado quem ordenou a suspensão daquele malfadado Curso de Comandos. 
Em que ficamos? Exige-se esclarecimento urgente a Bem da Nação.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O enterro da dignidade


Mário Soares já descansa em paz na sua última morada.  Para tranquilidade dele mas também da família e dos amigos. Seja ou não protocolar a verdade é que o espectáculo acabou por se desenrolar pelas ruas de Lisboa e pelo país através das televisões. E á semelhança do que tinha acontecido com Sá Carneiro existiu um miserável aproveitamento político-partidário. 
Salvo os depoimentos sinceros de quem privou na realidade e ao longo de anos com Mário Soares, dispensavam-se os testemunhos cínicos, oportunistas, falsos de sentimentos, choramingas de carpideiras sem vergonha, palavras de estatuto de ocasião, latidos de caninos a que só não abanaram a cauda porque não a possuem mas dobraram mais a espinha que os contorcionistas do circo. 
Degradante ouvir quantos vociferaram, insultaram, amaldiçoaram e conspiraram contra um dos fundadores do Partido Socialista que apareceram de lágrima no olho, voz embargada, palavras rebuscadas em busca de um mísero minuto ou dois de presença na História de Portugal. Estes abutres oportunistas pavonearam-se nas televisões, rádios e jornais numa competição asquerosa pela frase mais pungente, o cognome mais espampanante ou o episódio mais comum inchado até á gordura do absurdo. 
Houve jornais que inclusivamente fecharam as caixas de comentários aos leitores para se evitarem as alarvidades habituais que não passam de fundamentalismos da "liberdade de expressão" que tantos apregoam e tão poucos praticam. Mário Soares, que não se eximiu da chamar "cabrão" ao general Ramalho Eanes, tão pouco se importaria com os pornográficos   adjectivos impressos nessas secções. Mas há que seja mais papista que o chefe do Vaticano e não hesitou em fechar o jornalismo na gaveta para se tornar publicitário e arrancar das entranhas de cérebros obtusos os slogans banais de "pai da pátria", "pai da democracia", "pai da liberdade", enfim progenitor de um rancho de filhos á antiga portuguesa ou á medida de Estaline, o "pai dos povos" da extinta União Soviética.
Cheguei a duvidar, baralhado por este turbilhão de histerias descontroladas, da existencia de D. Afonso Henriques e se não estaria ainda enredado nas truculencias do Condado Portucalense. Parece que nos safámos por pouco...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não há rival para o CR7

Acabou de ser consagrado novamente o "pai do mundo da bola" desta vez  na Gala The Best FIFA 2016, prémio que conhece a sua primeira edição. Cristiano Ronaldo conquistou 34,54% dos votos, segundo segundo revelou a FIFA, para premiar o jogador porttugues pela sua contribuição activa e categorizada nos títulos de campeão europeu de clubes pelo Real Madrid e pela Selecção de Portugal. Cristiano Ronaldo  superiorizou-se a Lionel Messi por mais de  8% (26,42%) dos votos e ao frances de ascendencia portuguesa, Antoine Griezmann  com 7,53%.
O jogador argentino, aziado por saber de antemão do resultado, não compareceu na cerimónia, a qual contou, no entanto, com a nova namorada (oficial) do craque nacional, Georgina, a qual, desculpa lá campeão, não chega aos lábios da russa, Irina, com quem andou durante uns anos.

De qualquer modo não há pai para o CR7.



sábado, 7 de janeiro de 2017

O "padrasto da democracia"


Morreu Mário Soares. Lamento como pessoa o seu passamento. Como político foi uma figura controversa, ambicioso sem limites, autoritário, egocentrico, um péssimo primeiro-ministro, um Presidente da República só para os amigos. Tudo por ele próprio, alguma coisa pelo partido, nada por Portugal. E ainda uma descolonização lamentável que transtornou a vida de centenas de milhar de portugueses entregues á sua sorte e dezenas ou centenas deles massacrados antes de poderem fugir das colónias, notícias essas escondidas do grande público por gente canalha. 
Mais do que um Portugal de progresso e com um rumo de modernização, Mário Soares tratou de eleger-se a si próprio como um rei  dono e senhor do Partido Socialista. Malas com milhares de dólares em notas desaguavam no Largo do Rato e ajudavam na elaboração das fundações onde se alicerçava a sua Fundação. Macau era um maná. Stanley Ho um financiador, a Polícia Judiciária uma organização manobrada por interesses que não teve coragem de investigar além de Carlos Melancia.
"La democracie c' est moi" assentar-lhe-ia como uma pérola no seu brasão de monarca absoluto republicano. No 25 de Novembro fugiu para o Norte e foi acolhido por algumas das personagens mais sombrias que operavam nessa altura em Portugal. Padres, cónegos, bombistas de redes terroristas, militares de estirpe pinocheteana pretendiam avançar sobre a putativa Comuna de Lisboa com Mário Soares á cabeça. Ramalho Eanes, Jaime Neves e os Comandos estragaram-lhe essa glória. Os ingleses ainda foram na conversa do "socialista" e mandaram armas e um navio com combustível para Matosinhos. Os militares verdadeiramente democratas tinham, no entanto, vencido a batalha final com o PREC. A tropa marchou sempre á frente de Soares pela democracia. No 25/4 e no 25/11.
Os medíocres e os submissos selam  o cognome de "Pai da Democracia" a Mário Soares.  Pai foi, isso sim, do João e da Isabel, a quem endereço os meus sentimentos. Ademais, quanto muito, terá sido um "padrasto da democracia". E com muita violencia doméstica á mistura...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O ilusionista Marcelo do Costa


Anda por aí á solta um ilusionista notável, Marcelo do Costa, que umas vezes nos aparece alto, esguio e claro e em outras ocasiões baixo, roliço e escuro. Assim á primeira vista nem se deveriam confundir, mas, ás tantas já nos baralham e não os sabemos distinguir, a não ser pela linguagem, já que um usa um portugues escorreito e o outro tropeça facilmente na língua. Em ambos os casos ambas as personagens do "2 em 1" como que hipnotizam a malta e induzem ilusões que alteram os comportamentos e distorcem as realidades ao ponto de modificarem o modo de vida dos crentes ou afectados por esta nova liturgia messiãnica. 
Por obra e graça dessa(s) figura(s) que nos invade(m) o remanso do lar através da pantalha, diariamente e de manhã á noitinha, o rectãngulo do Minho ao Algarve e das Selvagens á Ilha do Corvo encara a vida sob uma nova perspectiva, muito mais colorida e eufórica, como a geração do LSD dos anos 60.
Hoje em dia, um indivíduo que tenha um Fiat Punto olha para ele e convence-se que é dono de um Mercedes Classe C; se mora num T1 acanhado numa rua da  Brandoa  com os contentores do lixo a federem por falta de despejo sente-se, agora, num luxuoso e bem decorado T3 no Parque das Nações, mesmo junto ao rio Tejo, aspirando a perfumada maresia ofertada pela brisa do sul; se estiver empregado como recepcionista de uma pensão manhosa no Intendente ve-se como director do Hotel Ritz e em vez de tilintarem uns míseros centimos no bolso do casaco coçado da Feira de Carcavelos olha para os maços de notas de 200 euros e os cartões dourados do fato Armani que lhe assenta como uma luva; até a mulher, que até Outubro de 2015, tratava como "vaca gorda", para gáudio dos vizinhos que ouviam os intermináveis ralhos, se metamorfoseou numa apetitosa e sensual "Cristina Ferreira".
Não há memória de um milagre assim na vida nacional desde que a rainha Isabel explicou ao seu excelso esposo que "são apenas rosas, senhor". Mas que ele, o milagre, anda a dar a volta á cabeça das pessoas lá isso é uma realidade presente no dia a dia de dez milhões de iludidos.  Só que estes "números" costumam finar-se  apenas com um estalar de dedos e o Mercedes Classe C volta a ser um Fiat Punto, o Parque das Nações a Brandoa, o Ritz a pensão do Intendente e a "Cristina Ferreira" a "vaca gorda".
E então há que pedir ao Marcelo do Costa, ao Marcelo e ao Costa a restituição do dinheiro pelo fracasso do espectáculo. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Democracia não tem Pai


Confesso que nunca simpatizei com Mário Soares, assim como nunca nenhum político me seduziu. Sou alérgico a essa sub-espécie de gente que vegeta á custa dos impostos da população e se apodera do Estado como se fosse a sua coutada privada. Dito isto, lamento, no entanto, o estado de saúde de Mário Soares e o sofrimento dele próprio e dos seus familiares ao longo destes dias de internamento hospitalar em estado crítico. 
Pode ser que me engane, mas nestas horas de expectativa prevejo que se esteja a preparar um endeusamento daqueles a quem já muitos, mais ou menos de forma oportunista, o elegeram como o Pai da Democracia em Portugal. O que não é verdade.
Se hoje existe um regime democrático no nosso País isso deve-se a um punhado de militares que tiveram a coragem de colocar em risco as suas carreiras e a própria vida para derrubarem pela força das armas o Estado Novo. E foi por um triz que, por várias vezes, esteve para acontecer uma sangrenta guerra civil. Como estava no Exército nessa altura sei bem do que estou a falar.
Cruzei-me pessoalmente com Mário Soares numa única ocasião. Foi no Palácio de S. Bento, era ele primeiro-ministro e eu fui, muito contrariado,   a representar a empresa onde trabalhava. Foi uma seca. Confirmei a ideia que tinha dele: egocentrico, arrogante e politicamente  social-fundamentalista. Não me admira, portanto,  que tenha feito algumas amizades, muitas inimizades e que alguns dos seus amigos o deixassem de ser por falta de paciencia para aguentar os seus dogmas. E alguns dos que agora o adulam também o traíram. Mesmo sendo socialistas...
Não admirando a criatura mas lamentando o seu estado de saúde, repugna-me o aproveitamento político-histórico que se prepara para cobrir o País de hipocrisia e inverdades. Pode ser que me engane, mas não acredito.                                                      

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um terrorista não tem direitos


Os terroristas não são combatentes de exércitos regulares protegidos pela Convenção de Genebra nem tão pouco criminosos de delito comum abrigados pelas leis ou constituição dos estados de direito. Um terrorista é um ser indefinido que mata por matar, destrói por destruir, em nome de uma fé  ou de uma ideologia que não se enquadram nos parãmetros da civilização ocidental, nem, o que ainda é mais preocupante, de outro modelo de vivencia normal qualquer. São assassinos e basta.
A Europa só logrou atingir um grau de bem-estar louvável protegido por um complexo sistema de direitos humanos e laborais após duas guerras mundiais e 100 milhões de mortos. E esta matança não aconteceu há  uma eternidade, foi no recente século XX. Contribuiu para esse extraordinário avanço civilizacional uma corrente social-democrata e também democrata-cristã assente no progresso e na valorização do Homem. 
 Já nessa altura, porém, franjas fundamentalistas da sociedade europeia optaram pela via do sangue, como as Brigadas Vermelhas ou o  Baader-Meinhof, para combaterem o "status quo" vigente. A pouco e pouco, a Europa foi cedendo a reivindicações fracturantes de grupelhos insignificantes para arrecadar votos dos marginais do regime. E aquilo que se tomava por conquistas fundamentais não demorou, isso sim, a emitir preocupantes sinais de decadencia. Tal como aconteceu séculos antes com o outrora poderoso Império Romano. 
Actualmente, aproveitando todos os sinais de fraqueza de uma União Europeia esfrangalhada por interesses individuais divergentes e de uns Estados Unidos vacilantes sob o comando de um presidente inócuo como Obama,  os terroristas agem em força e com uma imprevisão terrível na Alemanha, Turquia e Suíça, como antes haviam operado em Inglaterra, Espanha, Bélgica, França e Holanda, ao abrigo de uma multiculturalidade descuidada e uma porta aberta como um prostíbulo. O politicamente correcto está a custar a uma Europa que renegou a sua matriz cristã rios de sangue, corpos despedaçados e a interiorização psicológica do terror.
Existe, é certo, uma guerra trágica na Síria e a operacionalidade de um implacável Estado Islamico que o Ocidente, á excepção da Rússia, cobardemente se tem abstido de combater e esmagar, como já deveria ter acontecido não fora as complexas   e intrincáveis alianças em conflito no terreno. Mas essa gente tem de ser banida da face da Terra.
Como escrevi no início, e reafirmo, um terrorista não tem direitos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Portugal embalado em afectos


Portugal encontra-se adormecido com tanto afecto e exposto com tantas selfies. Se os portugueses fossem gatos ronronavam, se fossem cães abanavam a cauda. Se estivessem num baile com música slow o "mel" escorreria abundantemente. Alguém escreveu um dia um livro titulado "Portugal Amordaçado", agora poder-se-ia produzir um segundo volume: "Portugal Ensonado". 
Nunca acreditei na democracia em Portugal pela simples razão de que ela nunca (ou ainda) se entranhou no nosso país. Estranho. Já lá vão 42 anos desde o 25 de Abril e ainda vegetamos numa letargia imposta por uns quantos partidos políticos que se apoderaram do Estado e da Administração Pública e de uma guarda pretoriana de sindicalistas prontos a encherem as ruas logo que os arménios e os nogueiras assim o ordenem. 
Neste lamaçal pestilento de corrupção á beira -mar acumulado pelas máfias das cãmaras, do futebol, da construção civil, da banca, da saúde, do sangue, da educação, dos livros, das estradas, das obras públicas, das comunicações, da segurança, da criminalidade e sei lá que mais, tudo isto é encenado, consentido e esquecido em afectuosos abraços de urso para portugues sentir e deixar-se embalar para não despertar e dar conta dos pesadelos que assombram um país a deslizar para o inferno de uma dívida pública monstruosa e que, mais tarde ou mais cedo, nos conduzirá a uma pobreza geral extrema com uma economia a definhar até ao inexistente
No entretanto, vai mais uma selfie...        

domingo, 4 de dezembro de 2016

Mais abortos na Educação?


Assuntos como o prazer e a sexualidade poderão vir a ser abordados no pré-escolar e as crianças do 5.º ano de escolaridade poderão vir a falar de aborto. É o que preconiza o Referencial de Educação para a Saúde, resultante de uma parceria entre as direcções-gerais de Educação (DGE) e Saúde, noticia o "Jornal de Notícias, na sua edição de hoje.
Que a Educação em Portugal é um aborto para mim é factual, assim como os programas são um aborto, a maioria das directrizes emanadas do ministério são um aborto, a maior parte dos manuais escolares são um aborto, os sucessivos governos nesta matéria tem sido um aborto, o facilitismo é um aborto, a indisciplina é um aborto, o aproveitamento é um aborto e a subordinação política ao sindicalismo nesta área é o aborto supremo.
Quarenta e dois anos após o 25 de Abril, o País ainda não decidiu o que pretende de um pilar fundamental do Estado como é a Educação. Vai-se fazendo o que a CGTP  e seus derivados autorizam e nada mais.
Segundo a notícia, será possível a curto prazo os meninos e as meninas de 3,4,5 anos aprenderem o que fazer com as "pilinhas" e as "rachinhas" além do xi-xi. E quem dará essas "lições" de "prazer e sexualidade" aos petizes? E como? Qual o objectivo? 
Então os pais, a família qual o seu papel? Deixarem os putos jogarem Playstation na solidão dos quartos?
Eu, como pai, nunca deixaria que uma matéria tão natural como íntima e fundamental na formação do indivíduo fosse leccionada por estranhos. E quais as "aptidões" exigidas a esses "professores" para instruírem essa "disciplina"? 
Anos depois, no 5º ano, a temática sexual ascenderá ao nível do aborto. A miudagem com 10-11 anos será devidamente informada das sucessivas etapas até ao aborto e ser-lhes-ão facultadas imagens dos fetos despedaçados que pouco tempo antes eram uma forma de vida? 
E mais uma vez questiono o aborto desta ideia de curricular o aborto. Serão os professores a abordar o aborto com os alunos? Serão técnicos de saúde a ministrar a sinistra matéria aos pré-adolescentes? E volto ao papel dos pais e da família. Não tem voto vinculativo nesta área?
Muito francamente não confio rigorosamente nada que o Estado ou a Escola se intrometam neste assunto tão pessoal. Quanto muito deixaria para as consultas de Pediatria uns minutos para os médicos explicarem aos petizes a evolução da sexualidade ao longo dos anos que os seguem nos consultórios mas nunca a professores "curiosos" de duvidosa capacidade "técnica" e moral para assumirem esta "disciplina". Nem pensar.

sábado, 3 de dezembro de 2016

"Comandos" em Àfrica sem apoio



Até ao final deste mês está prevista a partida de 160 militares dos Comandos para a República Centro-Africana, apesar do parecer da secreta militar.  Os treinos prosseuem como se constata na foto de Vítor Mota. O Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) desaconselhou em absoluto, por sérias razões de segurança e pela total falta de interesse estratégico económico nacional, o envio de 160 tropas comandos portugueses para a República Centro-Africana (RCA), numa missão da ONU com início previsto já para este mês. O jornal Correio da Manhã apurou que a secreta militar recomendou que a intervenção portuguesa fosse repensada face ao risco iminente num teatro de operações muito instável. Um dos cenários mais preocupantes é o da possibilidade de tomada do aeroporto da capital pelas forças rebeldes. Sendo o aeroporto de Bangui a única possibilidade de evacuação no país, o apoio aéreo só poderia ser feito por dois helicópteros cuja capacidade é insuficiente e o auxílio por via marítima está a 1500 km das bases. Em caso de necessidade de evacuação ou de reforço dos militares, os Comandos não teriam meios para reagir. O SIED considera que há falta de instalações e de apoio médico. Em casos de maior gravidade, os militares teriam de seguir para outro país. Os problemas estendem-se às forças de segurança da RCA, vistas pelas secretas como não confiáveis. A decisão de enviar Comandos foi tomada numa reunião em França, com interesses energéticos na RCA, ao contrário de Portugal, sem qualquer interesse na zona. Ainda assim, desde os atentados de Paris que França decidiu reduzir o contingente de 2000 elementos para 80 até ao fim do ano. Portugal tem ainda os 23 graduados do 127º curso – no qual morreram os instruendos Hugo Abreu e Dylan Silva, nos treinos, a 4 de setembro –, que estão agora a iniciar o treino operacional e poderão também vir a integrar a missão. Fonte oficial do Ministério da Defesa disse ao CM desconhecer o parecer do SIED. 
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/secreta-contra-tropas-no-inferno-em-africa??ref=HP_Exclusivos

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O "Eixo-pró-Obama-anti-Putin" da Clara


O programa pseudo-ex-satírico da SIC assemelha-se actualmente cada vez mais a um conselho de ministros de António Costa naquela estação televisiva. Entre loas e hossanas dedicadas ao primeiro-ministro durante quase uma hora de emissão, sobra ainda, de vez em quando, um espaço para umas "bicadas" internacionais que variam da eloquencia ao insulto consoante a ideologia do visado.
Na última sessão de propaganda á Geringonça, Clara Ferreira Alves saiu-se com uma "notícia" aterradora de especulação política grosseira. Segundo a dita cuja, existe uma tragédia em Aleppo, a segunda maior cidade síria, que as forças do regime de Assad apoiados pela aviação russa procuram retirar das garras do Estado Islamico. Até aqui tudo bem. Porém, a comentadora, agora expert em assuntos militares, não se eximiu em pormenorizar que as bombas despejadas pela aviação de Putin são artefactos assassinos que destroem hospitais, escolas, civis, mulheres e crianças. 
Não duvido que existam os tais "danos colaterais" num conflito em que se debatem e matam os mais variados interesses fora das regras da Convenção de Genebra por não se tratarem de combates entre forças convencionais, mas de vários grupos de "soldados" ocasionais que se regem por doutrinas próprias.
O que me causou urticária intelectual foi a pretensa relação que Clara Ferreira Alves pretendeu fazer entre um homicida presidente Putin e um glorioso presidente Obama, omitindo, após uma engraxadela ao ainda hóspede da Casa Branca, que foi ele, o Barack, o responsável pelo apocalipse na Síria e que as bombas made in USA causam em Mossul, no Iraque, os mesmos danos e vítimas civis na guerra contra o Estado Islãmico, dada a estratégia dos terroristas de se fundirem ou confundirem e protegerem entre a população. 
Lá que a Clara seja uma admiradora fiel de Obama está no seu direito. Omitir e deliberadamente por simpatia ou antipatia numa estação de televisão é que não é justo nem sério.  

sábado, 26 de novembro de 2016

O carisma de Fidel Castro


Não sou da família política de Fidel Castro, nem de qualquer outra família política, mas reconheço o carisma do líder cubano num universo de inutilidades que presentemente chefiam ou representam os respectivos países. Não admira, portanto, que o mundo se encontre como está, perfeitamente á deriva e sem um rumo definido.
Que personagem, hoje em dia, se aproxima da gigantesca e controversa acção estadista de Fidel Castro? Nenhuma. Por muito que se vasculhe por essas terras fora, nenhum chefe de estado, rei, emir ou seja lá quem for atinge a dimensão universal do comandante que desceu da Sierra Maestra para derrubar o presidente Fulgencio Baptista e a Mafia dos destinos de Cuba. 
Admiro a coragem guerreira de Fidel Castro quando entrou vitorioso na capital Havana á frente de um exército de alguns milhares de homens depois de começar a histórica campanha apenas com um punhado de homens.
Num mundo fracturado então entre dois blocos, Fidel nem sequer simpatizava com o comunismo emanado da URSS e rompeu também com o maoísmo do camarada Che Guevara, um péssimo estratega militar. Enxotado politica, económica e comercialmente pelos Estados Unidos e seus satélites, a sobrevivencia de Cuba foi garantida pela União Soviética até á queda do Muro de Berlim.
Numa ilha em que o sistema de educação além de grátis era de excelencia e a saúde um direito primordial, Fidel Castro foi obrigado a abrir a porta aos dólares e ao turismo. E como subiu em flecha a actividade sexual com esta "abertura"...
O meu imaginário de miúdo transporta-me ao célebre "tango dos barbudos" e em adulto á guerra civil em Angola, onde assisti aos estragos das imponentes batalhas entre cubanos e MPLA versus sul-africanos e UNITA. Só vista aquela destruição e morte nos maiores confrontos de tanques desde a II Guerra Mundial.
Fidel Castro é o último político carismático, mesmo com a chancela de ditador, a "sair" para a "última viagem". Temos de nos haver no futuro com um Obama frouxo que ficará na História só por ser negro, um Hollande perfeitamente inútil, uma Merkkel asfixiada em "migrantes" e contradições depois de despir as calças e vestir as saias, um Junker figurativo trafulha nos impostos no seu Luxemburgo natal e aqui pela santa terrinha sobrevive-se com um comentador de afectos com um embusteiro semi-indiano pela mão, isto enquanto um amorfo Guterres não entra na ONU...